O candidato às presidenciais brasileiras Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante uma ação de campanha em Juiz de Fora, localidade do estado de Minas Gerais.

De acordo com a imprensa brasileira, Bolsonaro foi atingido na barriga e, de imediato, retirado por seguranças. O candidato do PSL à presidência do Brasil foi colocado num carro da Polícia Federal e levado para um hospital.

Após o incidente, Bolsonaro foi encaminhado rapidamente para a Santa Casa de Juiz de Fora, dando entrada às 15:40 (19:40 de Lisboa) com um quadro de sangramento e pressão baixa, segundo dados do hospital.

Segundo o jornal "Gazeta do Povo", o hospital confirma que Bolsonaro sofreu uma lesão hepática grave, passou por um ultrassom e foi encaminhado para o centro cirúrgico, sendo que o estado de saúde é considerado estável. A facada atingiu o fígado do candidato presidencial.

Inicialmente, o filho do candidato de direita disse no Twitter que o pai foi ferido superficialmente. No entanto, o próprio filho confirmou que o candidato sofreu, afinal, ferimentos mais graves do que o que se pensava, que o levaram a perder muito sangue.

No entanto, veio-se a confirmar que o candidato sofreu lesões no fígado e, por isso, teve de ser encaminhado para a cirurgia do hospital. Bolsonaro está num estado considerado estável. 

Os meios de comunicação brasileiros estão a partilhar vídeos de populares onde se vê Bolsonaro a ser atingido, agarrando-se de imediato ao abdómen.

 

 

 

O suspeito do ataque foi detido e identificado pela Polícia Militar como Adélio Bispo de Oliveira. Segundo as informações da polícia, o homem foi espancado por pessoas que se encontravam no local.

Segundo o G1, que cita um tenente-coronel da Polícia Militar, o suspeito, que não tem filiação partidária, alegou que tentou ferir Bolsonaro por ter "divergências de ideias e pensamentos com o candidato". 

O incidente aconteceu em Juiz de Fora, cerca de 200 quilómetros a norte do Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro, candidato da extrema-direita brasileira, está em segundo lugar nas sondagens para as eleições presidenciais que decorrem em outubro.

 

Candidatos lamentam ataque a Bolsonaro

Os restantes candidatos às eleições presidenciais brasileiras de outubro já condenaram o ataque.

Segundo uma compilação feita pelo jornal "A Folha de São Paulo", que reúne os testemunhos dos vários candidatos, o representante do PT, Fernando Haddad, classificou como "absurdo" e "lastimável" o incidente dirigido ao candidato de extrema-direita. "Nós, democratas, temos que garantir o processo tranquilo e pacífico e reforçar o papel das instituições", declarou Haddad, ao ser informado sobre o episódio, durante entrevista ao canal MyNews.

Por sua vez, o candidato pelo PSDB, João Doria, disse numa nota oficial, afirmando que o atentado a Jair Bolsonaro foi um ato de cobardia.

Transmito a minha solidariedade ao deputado Jair Bolsonaro e aos seus familiares. Eleição não se faz com agressão. A cobardia de um ato que agride um candidato deve ser condenada com veemência", diz a nota.

Já o candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, usou a rede Twitter para classificar o ataque como uma "barbárie": "Acabo de ser informado em Caruaru, Pernambuco, onde estou, que o deputado Jair Bolsonaro sofreu um ferimento a faca. Repudio a violência como linguagem politica, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie", disse.

Também Alckmin condenou o ataque: "Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar", disse Geraldo Alckmin (PSDB).

O candidato João Amoêdo disse que é lamentável e inaceitável o que aconteceu. "Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência."

"O Brasil lutou muito para voltar à democracia e a ter eleições limpas e livres. A violência não pode colocar essas conquistas em risco. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato", acrescentou Amoêdo.

"A violência contra Bolsonaro é inadmissível', disse também a candidata Marina Silva, acrescentando que "configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia. Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso País. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política", finalizou a candidata.