Apenas um ano depois do último tufão, as Filipinas vão ser atingidas por outro este fim-de-semana. O «Hagupit» chegará da mesma zona, do Oceano Pacífico, que o «Haiyan» chegou há 13 meses atrás. Se se mantiver no percurso atual, é esperado que chegue às Filipinas no início de sábado.
 
Ainda não se sabe exatamente qual será o percurso do tufão Hagupit. Alguns meteorologistas afirmam que fará um percurso semelhante ao Haiyan, devastando a região de Tacloban. Outros sugerem que poderá virar bruscamente para a direita e depois seguir para norte, até à costa leste das Filipinas.
 
As organizações governamentais e de socorro locais começaram a colocar os planos de preparação de emergência em ação. O governo local identificou 21 centros de evacuação na cidade e já começou a evacuar pessoas, informou Maulid Warfa, chefe da UNICEF em Tacloban, à CNN. Warfa acrescentou que se espera que o número de centros de evacuação aumente.
 

«Ao contrário do ano passado, existem várias agências e parceiros no terreno, em Tacloban e noutras cidades, preparados para providenciarem apoio e assistência», disse Warfa, referindo-se a organizações internacionais não-governamentais.
 

Segundo meteorologistas, o tufão irá possivelmente causar grandes inundações e ondas, ventos destrutivos, inundações e deslizamentos de terra.
 

«Mesmo no melhor cenário, haverá ventos fortes e chuva, existindo o risco de cheias», alertou Renee Lambert, a chefe dos Serviços Católicos em Tacloban.

 
No oceano, a tempestade já está a demonstrar a sua força, gerando ventos com 287 quilómetros por hora, o equivalente a um furacão de categoria 5, de acordo com o centro militar americano Joint Typhoon Warning.
 
Com o percurso do tufão Hagupit incerto, as autoridades das Filipas emitiram avisos de tempestade para 56 das 81 províncias, cobrindo 70% da população de 100 milhões de pessoas.
 
Em novembro de 2013, as Filipinas já tinham assistido ao super tufão «Haiyan», que provocou mais de 6200 mortos. O Haiyan, com ventos de até 315 quilómetros por hora, foi o tufão mais forte já registado e o terceiro desastre mais mortífero na história recente das Filipinas.