Os incêndios florestais que lavram desde sexta-feira no sul da Austrália já consumiram aproximadamente 12 mil hectares e destruíram pelo menos 12 habitações.

Mais de 800 bombeiros, apoiados por uma dezena de aeronaves e 80 viaturas, combatem as chamas, principalmente na zona de Adelaide Hills, no estado da Austrália do Sul, de acordo com o jornal «Sydney Morning Herald».

«Há muitas casas destruídas. Mas, milagrosamente, também há muitas que se salvaram, apesar de o cenário em redor ser negro», afirmou o chefe do governo da Austrália do Sul, Jay Weatherill, em declarações aos jornalistas.

O intenso fogo continua sem controlo e a avançar em todas as direções, segundo o Serviço de Bombeiros da Austrália, que advertiu para o risco de perdas humanas, mesmo após uma melhoria das condições meteorológicas.

Isto porque se espera que o ligeiro arrefecimento do tempo ajude os bombeiros a controlar as chamas, mas as previsões indicam que as temperaturas deverão voltar a subir na quarta-feira.

A zona das colinas de Adelaide é habitada por cerca de 40 mil pessoas, as quais foram aconselhadas anteriormente pelas autoridades a abandonar as suas casas o mais rapidamente possível.

As elevadas temperaturas durante o verão austral têm contribuído nos últimos anos para um aumento dos incêndios na Austrália, fenómeno que os cientistas atribuem parcialmente ao aquecimento global.

Um tribunal da Austrália aprovou, a 23 de dezembro, uma indemnização superior a 400 milhões de dólares para as pessoas afetadas pelos incêndios de 2009 no estado de Victoria, os quais resultaram em 173 mortos.

O fogo, ocorrido no chamado «sábado negro», também calcinou 2.029 casas e mais de 450 mil hectares de terreno em Victoria, no sudeste da Austrália, aquele que foi considerado o pior desastre natural dos tempos modernos na Austrália.

Em 1983, os violentos incêndios que deflagraram nas regiões da Austrália do Sul e de Victoria fizeram mais de 70 mortos, depois de também terem destruído milhares de casas e imóveis.