Os colombianos rejeitaram este domingo, em referendo, o acordo de paz entre o Governo e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), assinado na semana passada.

Com 99% das mesas de voto contadas, os resultados da consulta popular realizada indicam que 50,24% dos eleitores votou contra o acordo, enquanto 49,8% votou a favor.

O acordo histórico foi assinado a 27 de setembro pelo Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e pelo líder das FARC, Timoleon Jimenez, depois de quatro anos de negociações, mas tinha de ter o aval dos colombianos para poder entrar em vigor. 

O entendimento previa que as FARC entregassem as armas e iniciassem diligências para se tornarem um partido político. 

Mas com o resultado deste referendo, que é, de resto, uma surpresa, o processo de paz está agora envolto em incerteza. 

O acordo foi assinado durante uma cerimónia em Cartagena, perante mais de 2.500 convidados, incluindo o Presidente de Cuba, Raul Castro, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

Juan Manuel Santos tinha alertado os colombianos que não havia um plano B para acabar com um conlito armado que dura há quase meio século e que já provocou 260.000 mortos. 

Acabar com o conflito tem sido uma das prioridades de Juan Manuel Santos desde que foi eleito, em 2010.