Pelo menos 27 pessoas morreram, esta sexta-feira, num ataque a uma mesquita xiita, no Kowait, com mais de duas mil pessoas no interior, informou o governador da cidade, citado pela agência Reuters. O ataque mortal foi já reivindicado pelo Estado Islâmico num post divulgado nas redes sociais. 

O número de feridos ultrapassa as duas centenas. 
  O ataque, uma explosão, alegadamente provocada por um bombista suicida, ocorreu na mesquita quando se encontravam cerca de dois mil fiéis no local.
 
O braço do Estado Islâmico na Arábia Saudita, designado Província de Nadj, afirmou que o combatente Abu Suleiman al-Muwahhid perpetrou o ataque contra a mesquita. O bombista suicida teria menos de 30 anos e estaria armado com um cinto com explosivos, segundo reportaram as testemunhas no local. O ataque foi levado a cabo contra o “templo dos rejeicionistas”, um tempo perjurativo usado contra os xiitas.

Nas redes sociais foi divulgado um vídeo que mostra várias pessoas desorientadas a tentar sair da mesquita envolvida em pó. Muitas das pessoas, a maioria homens, mostravam as vestes com sangue. Algumas imagens publicas no Twitter mostram também vários corpos no chão da mesquita, com algumas crianças também feridas. 
Um membro do parlamento do Kowait, Khalil Al Salih, adiantou que os fiéis estavam de joelhos a rezar quando eclodiu uma forte explosão que provocou danos nas paredes e no teto da mesquita.

O primeiro-ministro do Kowait, Sheikh Jaber al-Mubarak al-Sabah, disse que o ataque  foi um atentado contra a unidade nacional, mas "é muito difícil para eles e nós somos muito mais fortes do que isso". 

A televisão local mostrou já o sheik Sabah al-Ahmad al-Sabah a visitar o local. 

O Estado Islâmico é um grupo extremista sunita e o grupo Província de Nadj reivindicou alguns ataques perpetrados contra mesquitas xiitas na Arábia Saudita nas últimas semanas.