Um morto, acidentes de trânsito, escolas fechadas, atrasos nos transportes públicos, voos cancelados e ruas cheias de neve foi esta quinta-feira o panorama em Nova Iorque e noutras cidades devido ao temporal na costa leste dos Estados Unidos.

A primeira vítima do nevão, segundo a agência espanhola EFE, foi um porteiro identificado como Miguel Ángel González, que enquanto limpava a neve do acesso a um edifício em Nova Iorque escorregou e caiu de costas, morrendo em consequência dos ferimentos.

Os residentes de Nova Iorque passaram de um dia quase de verão, com uns amenos 16 graus centígrados registados na quarta-feira, para amanhecer hoje com as ruas brancas de neve e sob ‘código azul’ que ativa os serviços de emergência das agências públicas.

Todas as escolas, assim como a universidade pública da cidade, cancelaram as aulas e alguns funcionários públicos de serviços não essenciais foram autorizados a ficar em casa.

Quero apelar a todos os novaiorquinos para que fiquem em casa se puderem. Não saiam se não tiverem que o fazer. Se tiverem, por favor não usem o automóvel, porque temos que permitir que o Departamento de Higiene possa limpar as ruas”, disse o ‘mayor’ de Nova Iorque, Bill de Blasio.

A estimativa era de que ao longo do dia a tempestade de neve provocasse uma acumulação entre os 25 e 45 centímetros de neve na costa noroeste, com Nova Iorque, Filadélfia e Boston a serem as cidades mais afetadas.

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, pediu à população, por seu lado, para redobrar as precauções e evitar viagens desnecessárias enquanto durar o mau tempo.

Alguns condados do estado de Nova Iorque declararam estado de emergência, que proíbe a circulação rodoviária, excetuando os casos realmente necessários.

Na cidade, onde se espera uma acumulação de quase 30 centímetros de neve, foram mobilizados 2.400 trabalhadores do Departamento de Higiene e 1.600 máquinas limpa-neves para desobstruir as ruas, em particular os acessos aos hospitais.

Devido à pouca visibilidade, a polícia foi chamada a dezenas de acidentes de trânsito.

Ainda que a tempestade não tenha conseguido parar "a cidade que nunca dorme", como é conhecida Nova Iorque, conseguiu, ainda assim, dificultar o acesso a algumas ruas e lugares de interesse turístico, como Times Square, que hoje esteve quase deserta.

Foram cancelados mais de 3.800 voos devido à tempestade, afetando 50 milhões de pessoas.

Em Nova Jersey foram encerradas escolas e reportados dezenas de acidentes, um cenário muito semelhante ao vivido em Boston e Filadélfia, onde as aulas foram suspensas e se registaram também grandes acumulações de neve.