O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, anunciou que vai recorrer esta segunda-feira à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), através de um representante, para impugnar as eleições presidenciais de 15 de abril, das quais saiu derrotado.

«Vai ser remetido à Organização de Estados Americanos (OEA), na CIDH, o nosso pedido para defender os direitos do nosso povo», declarou Capriles, aos jornalistas.

Em agosto, o ex-candidato presidencial tinha dado conta da intenção de recorrer à CIDH para impugnar as eleições, em que Nicolás Maduro foi eleito Presidente da Venezuela com uma pequena margem.

Capriles sustenta que nas eleições de 15 de abril se verificaram «irregularidades», que permitiram o triunfo «fraudulento» do atual Presidente, o qual não reconhece como tal e chama de «ilegítimo».

Inicialmente, Capriles e a coligação opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) recorreram ao Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela solicitando a nulidade total ou parcial das eleições, ações que foram consideradas inadmissíveis.

«Já o dissemos: Se a justiça [venezuelana] não funciona, iremos às instâncias internacionais para defender não os meus direitos, mas sim os direitos do povo venezuelano», acrescentou Capriles.