O sentido de humor é uma característica reconhecida ao Presidente dos Estados Unidos. Barack Obama voltou a mostrar, este fim de semana, um lado mais descontraído, ao gozar consigo próprio, com os republicanos e até com Hillary Clinton, num jantar com jornalistas norte-americanos.

Durante o encontro anual do clube Gridiron, uma das mais prestigiadas organizações de jornalistas dos Estados Unidos, o presidente começou por alertar os presentes dizendo que iam rir mais do que nunca. A justificação, insólita, seguiu-se: «não estou a dizer que sou um entertainer, estou a dizer que agora a erva é legal em Washington DC».

Obama prosseguiu fazendo referência ao envelhecimento durante o mandato:  «Há alguns anos eu não me imaginava nos 50. E agora continuo a não conseguir».

Hillary Clinton foi o alvo que se seguiu nas piadas do presidente:

«Estou a pensar como as coisas mudaram desde 2008. Voltando atrás, eu era novo e o candidato inovador do futuro. Mas hoje já sou notícia do passado e a Hillary Clinton vai ter-me como um empregado em casa».


O vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, ausente do jantar, também não escapou à sátira de Obama. «O meu vice-presidente não está cá. Disse-me que se fosse para ouvir pessoas falar durante cinco horas seguidas era melhor ficar em casa sozinho».

As palavras de Obama tocaram ainda no governador do estado de Wisconsin, Scott Walker, que também está na corrida às presidenciais: «na semana passada Walker disse-me que não sabia se eu era ou não cristão. Fiquei surpreso. Mas a minha fé ensina-me a perdoar. Portanto, senhor Governador Walker, Salaam Aleikum» ( Salaam Aleikum é uma expressão de cumprimento utilizada pelos povos islâmicos).

A sátira política só teve fim com a resposta ao republicano Rudy Giuliani, que disse que Obama não amava a América.

«Se eu não amasse a América não me tinha mudado do Quénia para cá».