O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou-se esta terça-feira «muito confiante» de que a economia portuguesa vai crescer mais do que em 2014 e que o desemprego vai descer ao longo do ano.

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A taxa de desemprego (dos 15 aos 74 anos) estimada para novembro é de 13,9%, mais 0,3 pontos percentuais do que o estimado para outubro, divulgou o Instituto Nacional de Estatística, que apontou que a população desempregada ajustada de sazonalidade foi estimada em 713,7 mil pessoas em novembro, o que representa um aumento de 2,5% face a outubro de 2014 (mais 17,4 mil).

«É certo que o desemprego aumentou ligeiramente em novembro», reconheceu hoje Pires de Lima, que sublinhou que «os dados têm de ser analisados numa perspetiva de meses homólogos, porque a economia portuguesa tem as suas sazonalidades próprias».

«É evidente que eu preferia que o desemprego descesse todos os meses e que não subisse, ainda que ligeiramente, nesta altura do ano, durante o inverno», referiu o ministro, em declarações aos jornalistas à margem do seminário diplomático.

Pires de Lima afirmou-se «muito confiante de que a economia portuguesa em 2015 vai consolidar o processo de recuperação económica que já se iniciou em 2014 e que vai crescer mais» do que no ano passado.

O ministro disse ainda acreditar que «o desemprego, numa perspetiva de médio prazo, ao longo do ano, vai continuar a descer».

«Também é verdade que eu e o Governo várias vezes temos falado deste braço-de-ferro que a economia portuguesa está a disputar, para crescer, face a um conjunto de adversidades que nós próprios temos vindo a viver nos últimos meses e que são externas à ação do Governo e da generalidade das empresas e dos empresários portugueses», acrescentou.

O governante sublinhou que «nada está adquirido» e que é necessário «continuar a trabalhar todos os dias e muito e bem para que esta recuperação económica se consolide».

«A melhor forma para criar emprego em Portugal é lutarmos para atrair investimento, nomeadamente investimento privado, para Portugal», sustentou.

Questionado sobre a posição do secretário-geral do PS, António Costa, e do presidente da CIP, António Saraiva, que se manifestaram hoje a favor de uma reorientação do modelo económico nacional para conferir maior sustentabilidade ao emprego e à competitividade da economia portuguesa, Pires da Lima escusou-se a comentar, argumentando não conhecer o teor das declarações.