A economia paralela em Espanha aumentou 40% desde o arranque da crise e no final de 2012 valia 24,6% do PIB, ou mais sete pontos percentuais que em 2008, segundo dados da organização de técnicos da Fazenda (GESTHA).

Segundo um estudo realizado pela GESTHA em conjunto com a Universidade Rovia i Virgili, o valor da economia não declarada cresceu 60 mil milhões de euros, dos 193.626 milhões de euros em 2008 - ou 17,8% do Produto Interno Bruto (PIB) - para mais de 253 mil milhões.

Para a realização do estudo foram analisadas variáveis que influem direta ou indiretamente na economia paralela, como o desemprego, a evolução do mercado imobiliário, o rendimento per capita, o PIB e o consumo elétrico.

A nível regional, a maior taxa de economia paralela verifica-se na Extremadura (31,1% do seu PIB), seguindo-se a Andaluzia e Castela La Mancha (acima dos 29%), sendo que a mais baixa é em Madrid onde representava 17,3% da economia.

«Os Governos olham para o lado demonstrando clara falta de vontade política para responder a este problema e lutar contra a fraude», considerou Carlos Cruzado, presidente da GESTHA.

No final do ano passado, a GESTHA denunciou a má distribuição dos recursos canalizados para o combate à fraude.

Em concreto, explicaram que 80% dos recursos da Agência Tributária para a luta contra a fraude se destinam a Pequenas e Médias Empresas (PME), autónomos e trabalhadores por conta de outrem quando 71% da evasão se localizada nas grandes empresas e nas grandes fortunas.