O Ministério Público Federal do Brasil acusou formalmente, esta quarta-feira, o ex-presidente Lula da Silva no processo Lava Jato.

A mulher de Lula, Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o empresário Léo Pinheiro e dois funcionários da construtora OAS também viram formalizadas as acusações, no âmbito das investigações relacionadas com o processo. Além destes, foram acusadas duas outras pessoas que já estavam sob investigação.

O grupo agora formalmente acusado está implicado no caso do apartamento triplex no Guarujá, cidade litoral do estado de São Paulo.

No caso, Lula da Silva é acusado de ter recebido contrapartidas da construtora OAS, umas das empresas referenciadas no caso de corrupção na petrolífera Petrobras. O apartamento foi adquirido pela Bancoop (cooperativa habitacional do sindicato dos bancários) e adquirido mais tarde pela OAS, que pagou as contrapartidas.

A acusação afirmou que Lula “recebeu vantagem indevida por parte de José Aldemário Pinheiro e Paulo Gordilho, presidente e engenheiro da OAS, consistente na realização de reformas no apartamento 174”.

Segundo a imprensa brasileira, o imóvel totalizou um investimento de 1,1 milhões de reais, cerca de 293 mil euros.