O presidente da EDP justifica os resultados, comunicados esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), com os 21 milhões de euros em imparidades com o BCP e os 59 milhões pagos ao Estado pela contribuição extraordinária do setor energético (CESE).

Os resultados no primeiro semestre superaram as expetativas", na ótica de António Mexia, ouvido pela Agência LUSA, adiantando que, sem eventos não recorrentes, o resultado líquido do primeiro semestre seria de 517 milhões de euros. Ou seja, um aumento de 20% face aos 431 milhões no mesmo período de 2015.

Resultados além-fronteiras

Nos primeiros seis meses, o EBITDA da EDP (lucro antes de juros, impostos, apreciações e amortizações) caiu 3% para os 2.067 milhões de euros, refletindo o menor impacto de efeitos não recorrentes.

Em causa, de acordo com as contas da empresa, estão um ganho de 295 milhões de euros na compra a desconto da central de Pecém I, no Brasil, bem como, 89 milhões de euros da venda de ativos no gás em Espanha, no primeiro semestre de 2015, e de 61 milhões este ano com venda de míni-hídricas de Pantanal no Brasil.

Já a dívida líquida da EDP caiu 5% para 16,5 mil milhões de euros, menos cerca de 901 milhões de euros do que no final de 2015, o que constitui o grande destaque no primeiro semestre deste ano para António Mexia.

A posição de liquidez financeira do grupo a junho de 2016 ascende a 5,6 mil milhões de euros, cobrindo as necessidades de refinanciamento da EDP até ao após 2018”, salientou o presidente da EDP.