A Comissão Política Nacional do PSD aprovou esta quarta-feira a proposta de coligação com o CDS-PP para as legislativas apresentada e assinada no sábado pelos presidentes dos dois partidos, anunciou o porta-voz dos sociais-democratas, Marco António Costa.

Partindo do documento assinado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, a Comissão Política Nacional do PSD vai submeter a votação no Conselho Nacional um "articulado mais concreto" com os princípios do acordo de coligação, adiantou o social-democrata.

Marco António Costa transmitiu esta informação aos jornalistas numa declaração antes da reunião do Conselho Nacional do PSD, órgão máximo do partido entre congressos, que vai decorrer num hotel de Lisboa, para discutir e aprovar a coligação com o CDS-PP para as legislativas deste ano.
 
Segundo o porta-voz do PSD, "a proposta que vai ser apresentada ao Conselho Nacional detalha os princípios gerais que foram assinados pelos dois líderes", transformando-a "num articulado mais concreto e que identifica com grande clareza aquilo que é fundamental numa coligação".

"A Comissão Política Nacional apresentará ao Conselho Nacional esta proposta no sentido de poder vir a recolher o apoio do Conselho Nacional e dar seguimento aos trabalhos indispensáveis à concretização política das mesmas", completou.

De acordo com Marco António Costa, "existe um ambiente de confiança mútua" entre PSD e CDS-PP.

Quanto ao nome da coligação, disse que "haverá oportunidade para se apresentar o nome" e que "o importante nestas coisas nunca é a forma, mas sim a substância".

A substância da coligação, acrescentou, encontra-se no Programa Nacional de Reformas e no Programa de Estabilidade do Governo PSD/CDS-PP para os próximos quatro anos e no acordo político assinado entre Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.

Questionado sobre se existe algum tipo de compromisso entre PSD e CDS-PP para o pós-legislativas no caso de perderem as eleições, Marco António Costa respondeu: "O compromisso que nós temos é para ganhar as eleições, temos dificuldade em fazer compromissos para perder as eleições".