A Polícia Nacional de Espanha prendeu, na passada sexta-feira, em Madrid, uma mulher peruana, de 47 anos suspeita de ter integrado o grupo terrorista Sendero Luminoso.

Sobre ela recai um mandado internacional de detenção e extradição por terrorismo, solicitado pelas autoridades peruanas, avança o El País.

Maria Hilda Pérez Zamora era procurada pela participação em pelo menos três assassinatos no Peru.

As autoridades descreveram a mulher como "muito perigosa" e revelaram que se tinha escondido em Espanha, mudando de aparência física e de nome e que usava documentos falsos, o que dificultou a operação de detenção.

Maria Hilda Pérez Zamora mudou o nome para Marian Hilda Pérez Zambrano. Essa simples mudança conseguiu mantê-la escondida em Espanha por mais de uma década.

Quando foi detida, era uma avó que explorava um bar madrileno “Puerto Bahia” e que todos os dias levava a neta ao colégio.

"Ela era a alma deste lugar, um bar de cocktails com alma latina", referiu um dos investigadores que seguiu o rasto de Maria até Madrid.

Aos 47 anos, os investigadores encontraram uma Maria completamente diferente da mulher que aparece nas fotografias dos arquivos da polícia a segurar uma arma Kalashnikov.

O Sendero Luminoso é considerado o maior movimento terrorista do Peru, e está entre os dois maiores grupos de ação da América do Sul (ao lado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC), sendo inspirado no antifascismo contra o regime militar do país nos anos 60. O seu nome oficial é Partido Comunista do Peru - Sendero Luminoso (PCP-SL).