A Áustria defende que é melhor para Portugal receber diretamente da Grécia os refugiados que pretende acolher. Isto na sequência da disponibilidade que o primeiro-ministro, António Costa, mostrou à Alemanha, Grécia, Itália, Áustria e Suécia em receber mais pessoas do que aquelas que estavam inicialmente previsto. 

“A oferta é um bom sinal de solidariedade europeia. Estamos a conversar sobre os detalhes, mas pensamos que o melhor é Portugal receber diretamente refugiados da Grécia”, disse à agência Lusa fonte do governo austríaco.

A mesma fonte recordou a chegada de milhares de pessoas por dia à Áustria no ano passado “superior à quota de Portugal” definida no mecanismo europeu de recolocação. O país deve, por “razões logísticas”, receber diretamente dos centros de registo (hotspots) mais candidatos a proteção internacional.

O governo austríaco espera poder nos próximos dias avançar mais informações sobre as conversações mantidas entre Viena e Lisboa sobre os refugiados.

António Costa enviou cartas a homólogos de alguns dos Estados-membros da União Europeia mais pressionados pelos fluxos migratórios, disponibilizando-se para receber mais cerca de 6.000 refugiados além da quota comunitária. Ou seja, Portugal poderia vir a acolher mais de 10 mil refugiados.

"Até abril temos 500 vagas até julho temos mil e a partir de outubro temos 1.500 vagas nas universidades, temos cerca de mil vagas nos institutos politécnicos, temos cerca de 850 vagas nas escolas profissionais e no setor agrícola temos 2.500 lugares já identificados", especificou o primeiro-ministro na semana passada, em Bruxelas.

Costa também propôs à chanceler alemã, Angela Merkel, quando visitou Berlim, receber 2.000 estudantes refugiados

Ao abrigo da recolocação comunitária, Portugal voluntariou-se para receber 4.486 pessoas: 4295 pessoas ao abrigo do mecanismo de recolocação e 191 pessoas ao abrigo da reinstalação - ou seja, provenientes de países fora da UE).

Na próxima semana, deverão chegar mais 37 refugiados, que se juntam aos 30 que já estão no país. 

Segundo os últimos dados divulgados pela Comissão Europeia na quarta-feira, de um total de 160 mil pessoas a recolocar durante dois anos, foram distribuídas 598.