O ataque desta sexta-feira ao Hotel Radisson, em Bamako, capital do Mali, fez pelo menos 22 mortos. Mas funcionários das Nações Unidas, citados pela Agência Reuters, falam em 27 corpos.

Os números surgem numa altura em que as autoridades malianas confirmam o fim do sequestro ao hotel. A agência de notícias AFP adianta que dois homens armados foram abatidos. 

Uma filial da Al-Qaeda reivindicou, esta sexta-feira, ataque no Mali. O grupo Al-Mourabitoun já reivindicou a responsabilidade, segundo avança a agência Reuters. 

Trata-se de um grupo jihadista baseado no norte do Mali, constituído maioritariamente por árabes e tuaregues. A mensagem dos rebeldes foi deixada no Twitter.

A capital do Mali foi assolada esta sexta-feira por um ataque num hotel. Homens armados fizeram reféns dentro do edifício. As forças policiais tomaram de assalto o hotel um pouco antes das 11:00 locais (a mesma hora em Lisboa). Várias horas depois, surge a notícia de que já não há reféns no interior do hotel. 

Até ao momento, estas são informações conhecidas sobre os reféns que foram salvos do hotel:
- 7 cidadãos da Algéria
- 6 cidadãos norte-americanos
- 5 funcionários da Turkish Airlines
- 12 tripulantes da Air France
- 2 cidadãos da Rússia 
- 4 pessoas da China
- 1 cidadão da Costa do marfim

Ao todo, terão sido feitos reféns 140 clientes e 30 empregados, avança uma fonte citada pela BBC.

Ainda não é clara a informação sobre os terroristas ou sobre o decurso da operação. Dez terroristas terão participado no ataque. 

O hotel em causa é o Radisson, luxuoso e com 190 quartos. Assim que a notícia começou a circular, começaram também a surgir os primeiros testemunhos:

"Muito cedo, de manhã, começaram os tiros. A polícia está lá e fez um perímetro de segurança", descreveu uma fonte citada pela Reuters. 

"Está a acontecer no sétimo andar, os jihadistas estão a disparar no corredor", acrescentou outra fonte à AFP. O fogo disparado por armas automáticas foi ouvido fora do hotel, sem haver ainda relatos sobre vítimas.


A rádio francesa RFI relatava, a partir do local, que os atacantes chegaram num carro com aparência diplomática e, dessa forma, terão conseguido contornar a segurança do hotel.  

No Twitter, iam circulando imagens do exterior do hotel:    

Este foi o último tweet do hotel em causa, ontem:
 
Em agosto, também no Mali,  outro hotel foi fustigado por um ataque protagonizado por extremistas islâmicos, com tomada de reféns durante 24 horas. Dessa vez, quatro soldados, cinco funcionários da ONU e quatro dos atacantes foram mortos.

O Norte do Mali foi ocupado por islamistas, alguns com ligações à Al-Qaeda. Foram travados pelas forças de segurança francesas, mas continua a haver relatos de focos de violência.