Os números surgem numa altura em que as autoridades malianas confirmam o fim do sequestro ao hotel. A agência de notícias AFP adianta que dois homens armados foram abatidos. 

Uma filial da Al-Qaeda reivindicou, esta sexta-feira, ataque no Mali. O grupo Al-Mourabitoun já reivindicou a responsabilidade, segundo avança a agência Reuters. 

Trata-se de um grupo jihadista baseado no norte do Mali, constituído maioritariamente por árabes e tuaregues. A mensagem dos rebeldes foi deixada no Twitter.

A capital do Mali foi assolada esta sexta-feira por um ataque num hotel. Homens armados fizeram reféns dentro do edifício. As forças policiais tomaram de assalto o hotel um pouco antes das 11:00 locais (a mesma hora em Lisboa). Várias horas depois, surge a notícia de que já não há reféns no interior do hotel. 

Até ao momento, estas são informações conhecidas sobre os reféns que foram salvos do hotel:

- 7 cidadãos da Algéria

- 6 cidadãos norte-americanos

- 5 funcionários da Turkish Airlines

- 12 tripulantes da Air France

- 2 cidadãos da Rússia 

- 4 pessoas da China

- 1 cidadão da Costa do marfim

Ao todo, terão sido feitos reféns 140 clientes e 30 empregados, avança uma fonte citada pela BBC.

Ainda não é clara a informação sobre os terroristas ou sobre o decurso da operação. Dez terroristas terão participado no ataque. 

O hotel em causa é o Radisson, luxuoso e com 190 quartos. Assim que a notícia começou a circular, começaram também a surgir os primeiros testemunhos:

"Muito cedo, de manhã, começaram os tiros. A polícia está lá e fez um perímetro de segurança", descreveu uma fonte citada pela Reuters. 

"Está a acontecer no sétimo andar, os jihadistas estão a disparar no corredor", acrescentou outra fonte à AFP. O fogo disparado por armas automáticas foi ouvido fora do hotel, sem haver ainda relatos sobre vítimas.

A rádio francesa RFI relatava, a partir do local, que os atacantes chegaram num carro com aparência diplomática e, dessa forma, terão conseguido contornar a segurança do hotel.  

No Twitter, iam circulando imagens do exterior do hotel:

Este foi o último tweet do hotel em causa, ontem:

 

Em agosto, também no Mali,  outro hotel foi fustigado por um ataque protagonizado por extremistas islâmicos, com tomada de reféns durante 24 horas. Dessa vez, quatro soldados, cinco funcionários da ONU e quatro dos atacantes foram mortos.

O Norte do Mali foi ocupado por islamistas, alguns com ligações à Al-Qaeda. Foram travados pelas forças de segurança francesas, mas continua a haver relatos de focos de violência.