O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, recordou esta terça-feira Almeida Santos, falecido na segunda-feira, como "um político de grande estatura", que "deixou uma impressão digital muito específica na construção do sistema democrático" em Portugal.

"Este desaparecimento foi um choque", sublinhou o líder social-democrata, à entrada para a Basílica da Estrela, em Lisboa, onde o corpo do ex-presidente da Assembleia da República e ex-dirigente do PS está em câmara ardente.

O líder social-democrata classificou Almeida Santos como “um homem de grande humanismo”, com “uma visão aberta do mundo”, que “deixou muitas lições para serem aproveitadas pelas gerações mais novas”.

“Ficamos mais pobres”, salientou o ex-primeiro-ministro, depois de recordar a obra escrita de “um homem de grande inteligência”, que está “patente em todo o legado” que deixou.

Almeida Santos morreu na segunda-feira à noite, com 89 anos, na sua residência, em Oeiras.

O presidente honorário do Partido Socialista sentiu-se mal após o jantar e chegou a receber assistência médica em casa.

Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

O corpo do ex-presidente do Parlamento encontra-se em câmara ardente, numa das capelas da Basílica da Estrela, em Lisboa.

O funeral realiza-se na quarta-feira à tarde no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.