A Amnistia Internacional (AI) denunciou esta quarta-feira o aumento das restrições e o crescente "clima de medo" nos meios de comunicação da Birmânia (Myanmar), numa altura próxima das eleições previstas para o final do ano.

Pelo menos 10 jornalistas foram detidos nos últimos 12 meses, refere a AI, apesar do processo de reformas iniciado pelo governo birmanês em 2011, que permitiu o fim da censura e a proliferação de meios de comunicação independentes.

A AI acusa as autoridades do país de recorrerem a "velhos métodos" da Junta Militar, incluindo ameaças, perseguição e detenção para "reprimir" os jornalistas independentes, levando-os a uma "autocensura generalizada".