Cerca de uma centena de guardas florestais manifestam-se esta quinta-feira em Lisboa contra a extinção da carreira e para exigir a atribuição de suplementos, à semelhança do que acontece com outros órgãos de polícia criminal.

Num protesto promovido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores das Funções Publicas e Sociais (FNSTFPS), os guardas florestais desfilam entre o Largo do Carmo, onde se situa o comando geral da GNR, e o Ministério da Administração Interna, onde pretendem entregar uma moção à ministra Constança Urbano de Sousa.

Empunhando várias bandeiras da Federação dos Sindicatos, os guardas florestais gritam palavras de ordem como: “Não à nossa extinção”, “Há mais fogos florestais sem os guardas florestais” e “A floresta em Portugal só com os guardas florestais”.

Os guardas florestais, que anteriormente pertenciam ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), estão há dez anos integrados no Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

Atualmente existem 317 guardas florestais e, segundo os manifestantes, a profissão é essencial para “fazer a fiscalização e prevenção dos fogos florestais, contabilizar a área ardida e controlar as zonas de caça”.

Além do desfile de protesto, os guardas florestais estão hoje em greve para exigir ao Governo a revogação da legislação que extingue a carreira profissional, entre outras reivindicações.

Segundo Luís Pesca, dirigente da (FNSTFPS), a adesão à paralisação situa-se entre os 70 a 80 por cento.

A atribuição de suplementos, a exemplo do que acontece com os demais agentes policiais, e o pagamento dos retroativos da aplicação do novo Estatuto são outros motivos que levam os guardas florestais a efetuar uma greve de 24 horas e o desfile de protesto.

Esta ação de luta foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, na sequência de uma reunião com o Secretário de Estado da Administração Interna, em que este, em nome do Governo, transmitiu que "as matérias em causa eram inegociáveis, mantendo-se tudo como estava".