O Parlamento Europeu «chumbou» esta quarta-feira a comissária designada pela Eslovénia para a nova futura Comissão Europeia, à qual o presidente Jean-Claude Juncker havia atribuído uma das vice-presidências do executivo, responsável pela União Energética.

A antiga primeira-ministra eslovena, que já era muito contestada mesmo internamente pela forma como se designou a si mesma, teve uma prestação desastrosa na audição da passada segunda-feira, e foi hoje rejeitada de forma clara pelos eurodeputados das comissões parlamentares de Energia e Indústria e de Ambiente responsáveis pelo seu «exame», com 112 votos contra e apenas 13 a favor.

Bratusek seria uma das comissárias, na condição de vice-presidente da União Energética, com quem o comissário europeu designado por Portugal, Carlos Moedas, responsável pela pasta da Investigação, Ciência e Inovação, teria de trabalhar de forma mais estreita.

Esta rejeição da assembleia é o primeiro grande revés para Juncker, que deverá ter de pedir um novo «nome» a Ljubljana, sendo pouco provável, segundo fontes parlamentares, que a Eslovénia mantenha uma vice-presidência no organograma da futura Comissão, havendo por isso lugar a uma redistribuição de pastas.