O conselho de administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) "deliberou o levantamento da suspensão da negociação das ações do Banco BPI, S.A., por terem cessado os motivos que justificaram a suspensão", disse o regulador em comunicado.

As ações estavam suspensas desde o início da manhã. Na altura, o regulador aguardava o desfecho da reunião de acionista de hoje, uma sequela da de 22 de junho.

A assembleia-geral do banco acabou por ser, mais uma vez, suspensa, agora por 15 dias a pedido do CaixaBank.

Os espanhóis, maiores acionistas do BPI e que têm uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para ficar com a maioria do capital do banco, esperam o desfecho de dois processos de providência cautelar interpostos pelo acionista do grupo Viola - contra a venda. Posição partilhada pela acionista Santoro, da angolana Isabel dos Santos. 

Entre o comunicado e o levantamento efetivo da suspensão, há sempre um compasso de espera.

As ações começaram a negociar às 12:30 em queda de 0,73% para 1,077 euros, valor abaixo dos 1,113 euros oferecidos na OPA. Uma oferta que pode ter os dias contados, já que ontem o espanhol El Confidencial dizia que a administração do CaixaBank começa a perder a paciência.

Forma de pressão, comentam alguns analistas em relação à notícia do jornal espanhol.

O certo é que ações foram penalizadas e o momento que se vive no BPI é de "intranquilidade" como o apelidou Santos Silva. O presidente do conselho de administração do banco, falou aos jornalistas no final de mais uma assembleia frustrada mas assegurou que os reguladores estão a par do processo no banco, que em nada tem penalizado a normal atividade da instituição.