A Associação de Investidores e Analistas Técnicos admite avançar com um processo contra Luís Palha da Silva e Rafael Mora. Mas não será o único, após a reunião de ontem, em comunicado, a associação pondera processar também “as anteriores e atuais comissões executivas” da Pharol, uma das empresas que derivou do fim da Portugal Telecom e que ficou exclusivamente com uma posição – direta e indireta – de cerca de 27% na brasileira Oi e a dívida de quase 900 milhões de euros não reposta pela Rioforte, no âmbito do colapso do Banco Espírito Santo.

Palha da Silva, atual presidente da Pharol, reuniu com representantes da associação para discutir os processos judiciais em curso, que envolvem diretamente a sociedade. E é na sequência deste encontro que este grupo de investidores entende que “pelo menos alguns acionistas [também associados]", autores do processo para a anulação da junção dos negócios entre a PT e a Oi [cujo julgamento está marcado para 9 de setembro], assumiram “o firme e irrevogável compromisso de não cederem a nenhum acordo extrajudicial visando o fim dos litígios".

A associação defende que o compromisso assumido "é pois com a sociedade de que são acionistas, com todos os acionistas e demais stakeholders – detentores de capital - da Pharol e da Oi". Mas também "com a própria economia portuguesa, e emerge por imperativo de consciência de que este processo é a única e derradeira oportunidade de fazer justiça e permitir à Pharol recuperar os seus mais importantes ativos", pode ler-se no site.

Se assim não for a única via será, mais uma vez, a judicial.

A associação recorda ainda que existem mais processos judiciais em curso visando anulação de deliberações sociais, nomeadamente a que teve lugar na assembleia-geral de 22 de Janeiro de 2015 que aprovou a venda da totalidade do capital da PT Portugal à Altice.