O supremo Tribunal de Justiça do Quebec, no Canadá, condenou segunda-feira três fabricantes de cigarros a pagarem 15,5 mil milhões de dólares (11,3 mil milhões de euros) a mais de um milhão de vítimas de tabaco.
 
Os fumadores alegam que as empresas sabiam que estavam a vender um produto nocivo, capaz de causar doenças, entre as quais cancro.
 
O julgamento histórico colocou fim a 17 anos de processos judiciais.
 
O acórdão obriga as três companhias a pagarem indemnizações aos queixosos nos próximos 60 dias, independentemente de virem ou não a recorrer da sentença.
 
As três multinacionais condenadas - Imperial Tabaco, Rothmans Benson & Hedges e a Japan Tobacco International - alegam que a indústria não deve ser responsável pelas escolhas dos consumidores e já avançaram que vão recorrer da decisão do juiz Brian Riordan.