A economia mundial deverá crescer 3,6% em 2014 e 3,9% em 2015, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu ligeiramente em baixa as suas previsões, hoje divulgadas, sublinhando que os riscos permanecem descendentes.

No World Economic Outlook, que inclui as perspetivas macroeconómicas da organização, o FMI refere que a atividade mundial recuperou na segunda metade de 2013, antecipando-se que melhore ainda mais em 2014 e 2015, impulsionada sobretudo pelos Estados Unidos.

No entanto, comparando com a última atualização do World Economic Outlook, de janeiro, o FMI piorou ligeiramente as suas previsões, em 0,1 pontos percentuais tanto para 2014 como para 2015, esperando agora um crescimento de 3,6% e de 3,9%, respetivamente.

O maior contributo para o crescimento global virá dos Estados Unidos, que deverá crescer 2,8% em 2014 e 3% em 2015, devido a uma consolidação orçamental mais moderada, às condições acomodatícias de política monetária, à riqueza das famílias (que aumentou) e às melhores condições de acesso a crédito bancário.

Também a zona euro deverá contribuir para o crescimento da economia mundial: «espera-se que a forte redução do ritmo da consolidação orçamental, de cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 para 0,25% do PIB, ajude ao crescimento e, fora da zona euro, o contributo das exportações líquidas ajudou à viragem, bem como a estabilização da procura interna», lê-se no documento.

No entanto, o FMI aponta a fraca procura, a fragmentação financeira e os baixos níveis de crédito como aspetos negativos à evolução da economia na área da moeda única. A zona euro deverá crescer 1,2% em 2014 e 1,5% em 2015, segundo o FMI.

Ainda dentro das economias desenvolvidas, o Japão deverá crescer 1,4% este ano e 1% em 2015, um desempenho potenciado pelo investimento privado e pelas exportações, mas que será limitado pelas políticas orçamentais restritivas projetadas até 2015.

Já o grupo dos países emergentes deverá crescer 4,9% em 2014 e 5,3% em 2015, estima a instituição liderada por Christine Lagarde, que refere que as economias emergentes estão num ciclo de crescimento mais fraco quando comparado com as economias desenvolvidas.

O Fundo explica que este ciclo de crescimento mais fraco dos países emergentes se deve a duas forças opostas: por um lado, o crescimento das exportações aumentou, devido a uma atividade mais forte nas economias desenvolvidas, mas, por outro lado, o investimento continua fraco e as condições de financiamento externo e interno pioraram.