O mau cheiro dos porcos no Estado norte-americano do Iowa, que incomoda seriamente os habitantes que moram perto de suiniculturas, vai ser alvo de um estudo, contestado pelos republicanos, que invocam desperdício de verbas, escreve a Lusa.

No Iowa, onde vivem três milhões de pessoas, existem 20 milhões de porcos. «Como um murro no estômago», o cheiro dos bichos entranha-se nas casas paredes-meias com as explorações suinícolas.

«Odor queimava os olhos»

Durante uma semana, Karen Forbes, uma moradora da localidade de Lorimor, não conseguiu sair à rua, tal a intensidade do odor, que «queimava os olhos» e cortava a respiração.

O caso dos maus cheiros, que se arrasta há vários anos, já levou habitantes a recorrerem à Justiça, queixando-se da desvalorização das suas casas e de problemas de saúde.

Dores de cabeça

Um antigo suinicultor confessou mesmo que, desde que deixou a actividade e se mudou para a cidade, livrou-se praticamente das dores de cabeça que o levaram a uma cama de uma clínica.

Ryan Woebbeking, que tem uma exploração com cerca de 2.500 porcos em Gladbrook, garante que os suinicultores estão empenhados em reduzir os maus odores. O agricultor já se comprometeu a colocar guarda-ventos na sua propriedade para evitar a dispersão dos cheiros.

As diversas tentativas para acabar, de vez, com o problema têm sido infrutíferas, não obstante investigadores usarem com sucesso radiações ultravioletas para remover os odores e têm plantado árvores e arbustos para absorver os cheiros.

O estudo contestado pelos republicanos está avaliado em 1,7 milhões de dólares (1,3 milhões de euros) e propõe-se aferir o que comem os porcos e como os cheiros pestilentos podem ser reduzidos.