O crescimento da economia norte-americana no segundo trimestre foi revisto ligeiramente em baixa para 1,1%, como era esperado pelos analistas, de acordo com uma segunda estimativa divulgada hoje pelo Departamento do Comércio.

Entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou a um ritmo anual de 1,1%, quando anteriormente tinha sido avançado uma estimativa de crescimento de 1,2%.

Apesar de modesto, este ritmo de crescimento foi superior ao registado no primeiro trimestre, que ficou em 0,8%.

Uma revisão em baixa que, apesar de esperada, aumenta a expetativa em torno dos discursos, hoje, em Jackson Hole, nos Estados Unidos. Será neste simpósio, que existe desde 1978 e onde estão presentes presidentes dos bancos centrais dos vários países, ministros das Finanças e académicos de todo o mundo, que a presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen, vai falar. Um discurso muito aguardado, tendo em que conta que poderá ser este, finalmente, o momento em que Yellen levanta o véu sobre uma subida de juros na maior economia do mundo – já em setembro ou até final de 2016.

Mas Janet Yellen não foi "conclusiva"

Apesar das plavras muito aguardadas, A presidente do banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, afirmou que os argumentos para uma subida das taxas de juro "reforçaram-se nos últimos meses".

"À luz do continuado e sólido comportamento do mercado laboral e das perspetivas de atividade económica e inflação, creio que os argumentos para uma subida das taxas de juro se reforçaram nos últimos meses", disse Yellen, na conferência que reúne vários responsáveis de bancos centrais.

A Reserva Federal (Fed) "continua a prever um aumento progressivo das taxas de juro ao longo do tempo", afirmou, sem indicar se o aumento estará iminente.