Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que «é mais importante ser-se católico do que português», durante a conferência «Portugal 2009», integrada nas comemorações dos 350 anos da Fraternidade da Ordem Terceira de S. Francisco, realizada esta segunda-feira, em Coimbra.

«É um absurdo que eu, enquanto cristão, não possa dizer o que acho, porque dizem-me logo que isso tem que ser nos lugares de culto, que a religião é uma coisa e a política outra. Não entendem a fé cristã, que não é uma fé para manter secreta. A minha fé quer que eu defenda certos princípios da vida social e política, mas infelizmente é muito frequente encontrar gente inteligente que não aceita argumentos religiosos», disse, citado pela Agência Ecclesia.

O professor criticou a «tendência para o hiper-laicismo da sociedade portuguesa» e a «grande relutância em aceitar as opiniões dos cristãos».

Marcelo lamentou ainda que os portugueses sejam «muito críticos na opinião, mas muito dóceis na obediência».

Para terminar, o social-democrata aconselhou os católicos a «nunca terem vergonha de se afirmarem como tal».