Professor de Sócrates explica exame polémico

Disse que a disciplina não estava prevista no plano curricular e que o exame foi realizado unicamente ao aluno José Sócrates

Por: tvi24 / SM    |   29 de Março de 2012 às 23:57
O tribunal ouviu esta quinta-feira António Morais, antigo professor na universidade, que foi interrogado sobre a licenciatura de José Sócrates.

Estão a ser julgados dezenas de arguidos, acusados de um vasto conjunto de irregularidades que conduziram ao encerramento da Universidade Independente.

O professor de quatro das cinco cadeiras que ex-primeiro ministro explicou por que razão preencheu parte do boletim de matricula do ex-primeiro-ministro.

António morais, o professor de quatro das cinco cadeiras feitas por José Sócrates, e à data diretor do curso de Engenharia Civil, disse ao coletivo de juízes que foi contra o polémico exame de inglês técnico feito pelo ex-primeiro-ministro.

Explicou que a disciplina não estava prevista no plano curricular elaborado para aquele grupo de alunos, e que foi, já no final do ano, por insistência de Eurico Calado, professor da cadeira, que o exame foi realizado unicamente ao aluno José Sócrates.

O antigo diretor de curso teve ainda de explicar ao coletivo de juízes por que razão parte do cabeçalho de boletim de matrícula do ex-primeiro ministro estava preenchido com a letra de António Morais. A falta de memória foi a resposta dada.

António morais, professor das quatro das cinco cadeiras feitas por José Sócrates nega tido ligações ao ex-primeiro-ministro e diz mesmo tratar-se de um cabala contra José Sócrates.
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Eram 08:35 quando o ex-primeiro ministro regressou ao Campus da Justiça, de onde tinha saído sábado à noite, após cinco horas no local e após ser identificado pelo juiz Carlos Alexandre. Hoje deverá ser inquirido pelo magistrado. Sócrates chegou ao Comando Metropolitano da PSP de Lisboa às 22:26 e passou a segunda noite detido. Recorde-se que foi detido na sexta-feira no aeroporto de Lisboa quando chegava de Paris. É suspeito de crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção