O plano para a Casa do Douro, delineado pelo secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, será debatido em Conselho de Ministros no próximo mês de Maio, com o intuito de o apresentar à Assembleia da República no final do Verão, para que seja posto em prática no início de 2015, segundo noticia a Revista de Vinhos.

Em entrevista à publicação, o secretário de Estado da Agricultura reconhece que a Casa do Douro é o problema mais complicado do sector do vinho. A dívida total ao Estado ascende a 160 milhões de euros, dos quais 30 milhões correspondem a juros.

O plano do Governo prevê trocar a dívida por vinho e perdoar os juros; alterar o estatuto e os moldes de funcionamento da instituição; promover e vender progressivamente os stocks num prazo de sete a dez anos, a preços de mercado.

O vinho armazenado na Casa do Douro (27 mil pipas) tem um valor estimado de 137 milhões de euros e o Estado poderá perdoar os juros. Num horizonte de sete a dez anos (o prazo previsto de alienação dos ¿stocks¿), o Estado poderá recuperar o dinheiro.

O projecto que será apresentado a Conselho de Ministros centra-se em três vectores fundamentais: solucionar a dívida, transformar a Casa do Douro e assegurar que a colocação dos ¿stocks¿ (vinhos velhos, fundamentalmente) no mercado não abala o mercado. «A venda tem de ser progressiva, os preços têm de reflectir os valores de mercado e vamos privilegiar o comércio, não fechando a porta a outros», explica José Diogo Albuquerque. «A resolução da situação da Casa do Douro vai ter um custo para toda a gente, mas terá mais-valias no futuro», resume o governante.