O ministro da Economia e presidente do Conselho Nacional do CDS-PP defendeu este sábado que um «programa cautelar é uma coisa boa que merece ponderação».

Afirmando que no que depender da vontade do Governo e dos partidos que o apoiam, PSD e CDS-PP, Portugal não terá um segundo resgate, Pires de Lima disse não estar certo sobre qual é a «melhor opção de saída» do programa de assistência financeira.

«Eu não dou por certo qual das duas opções será melhor para Portugal. Porque se uma saída à irlandesa tem as suas vantagens, um programa cautelar é uma coisa boa que merece ponderação na altura própria», acrescentou.

António Pires de Lima, que sublinhou ser a primeira vez que discursa num congresso do CDS-PP na condição de governante, admitiu que «gostaria» de ver aumentado o salário mínimo nacional, depois de Portugal se «livrar» do «peso da troika.

«Gostaria também que o Estado, livrado do peso da troika pudesse ser uma referência porque é difícil entender que depois de três anos de sacrifícios não estejamos em condições de atualizar o salário mínimo nacional em Portugal», observou.

Pires de Lima disse que quando chegou ao Governo, já havia «sinais ténues» da «viragem económica», atribuindo-a ao esforço dos empresários e trabalhadores e sublinhando a criação de «mais 35 mil novas empresas» responsáveis por «quase 60 mil postos de trabalho desde meados de 2013».

Para 2014, Pires de Lima defendeu que «é preciso consolidar esse esforço com investimento».

No seu discurso, António Pires de Lima referiu-se ainda à crise política de julho, na sequência do pedido de demissão, depois retirado, de Paulo Portas, considerando que se tratou de um «momento fundamental de clarificação» entre o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o líder do CDS-PP, parceiro de coligação, que «permitiu dar outra dimensão à governação» no segundo ciclo da legislatura.