O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que Portugal vai sair do programa de assistência financeira da troika sem recurso a um programa cautelar.

Comissão Europeia diz que apoia Portugal na sua escolha

No final do Conselho de Ministros extraordinário, que começou às 18h00 deste domingo, o governante começou por aludir ao 25 de abril e o que é crescer em liberdade afirmar que dia 17 de maio, o dia em que termina o programa de assistência financeira, é o dia em que Portugal vai recuperar a sua total soberania. «Dia 17 será o vosso dia, o dia em que liberdade de decisão foi reconquistada. Os portugueses estão de parabéns», disse Passos Coelho na sua comunicação ao país.

«Portugueses estão a pagar caro por este resultado»

«Foram tempos muito difíceis. Sei que as dificuldades persistem para muitas famílias e o crescimento ainda não se traduziu em melhorias no dia a dia de muita agente.O nosso trabalho diário e objetivo é garantir que os resultados chegarão a todos. Estamos no caminho certo e o país está a recuperar com bases mais sólidas. Três anos depois estamos a poucos dias de terminar o programa. O 17 de maio ficará na história com um dia de homenagem a todos os portugueses», adiantou.

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Segundo o governante, a «saída limpa» é a escolha que «defende mais eficazmente os interesses de Portugal e dos portugueses e que melhor corresponde às mais justas expectativas».

«A nossa escolha está alicerçada no apoio dos nossos parceiros europeus, que de forma inequívoca o manifestaram fosse qual fosse a opção que viéssemos a tomar», acrescentou, referindo que «temos reservas financeiras para um ano, que nos protegem de qualquer perturbação externa. Temos a confiança dos investidores, e os juros da nossa dívida estão em níveis historicamente muito baixos. Temos excedentes externos como não acontecia há décadas».

«Amanhã os portugueses vão estar exatamente na mesma»

Para passos Coelho, o programa [de assistência financeira] está no bom caminho e colocou a economia «no caminho da solidez das finanças públicas e da competitividade. Fazemos esta escolha porque a estratégia de regresso aos mercados foi bem-sucedida», reiterou, acrescentando que foi a falta de compromisso político que acentuou ainda mais as dificuldades.

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«Podemos estar tranquilos, esta é a decisão certa. Não é de um dia para o outro que gozaremos de todos os benefícios. Mas é um caminho que faremos com confiança e com esperança no futuro», concluiu.

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A maioria da imprensa e comentadores políticos tinham dado como certa a opção pela chamada «saída limpa», sem recurso a um programa cautelar.