Revisão do défice não é alternativa ao chumbo do Tribunal Constitucional e segundo resgate não é uma carta fora do baralho, defende o chefe da missão do FMI para Portugal.

Subir Lall deu uma entrevista ao jornal «Expresso» e explicou que a décima avaliação só será fechada quando existirem medidas alternativas ao chumbo na convergência de pensões por parte do TC.Onde não existe, não se pode ir buscar e rever a meta do défice não é alternativa.

«Não há qualquer margem de manobra para ver as metas suavizadas».

Mas, o Fundo Monetário Internacional reconhece que a redução da despesa é mais vantajoso do que subir impostos. De uma maneira ou de outra, o fecho da décima avaliação aguarda.

Subir Lall exortou a tomada de medidas pelo Executivo sob pena do país ver comprometido o regresso aos mercados. Mas onde? O líder da missão defendeu que estas devem continuar viradas para as pensões em detrimento de mais uma subida de impostos.

O técnido do FMI destacou os «sinais positivos» que a economia tem mostrado e acredita que Governo e PS vão entender-se e cooperar, mas, ainda «muito cedo» para afastar o cenário de um segundo resgate.