O presidente do Eurogrupo manifestou-se convicto de que a decisão hoje da Irlanda de prescindir de um programa cautelar para regressar aos mercados não influenciará aquela que ainda está pendente para Portugal, que terá apoio se o solicitar.

Questionado, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, sobre se considerava que a decisão da Irlanda de ter o que já é denominado de uma «saída limpa» do seu programa poderia tornar a vida mais difícil para Portugal, Jeroen Dijsselblem sublinhou que as decisões sobre as saídas de programa de ajustamento serão tomadas «país a país, caso a caso» e os instrumentos de apoio estarão «totalmente disponíveis» caso sejam solicitados.

«Não penso que [a decisão de Dublin] influencie a decisão que está pendente para Portugal. O programa português expira em meados de 2014», em contraste com o da Irlanda, que termina no próximo mês, realçou.

Sublinhando que a solução para a saída dos países sob programas «será uma decisão tomada país a país, caso a caso», o presidente do fórum dos ministros das Finanças da zona euro garantiu que os instrumentos disponíveis «em termos de linhas de crédito cautelares», por exemplo, «estarão disponíveis se forem necessários (...) para qualquer país sob programa no futuro para sair desse programa».