O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse esta sexta-feira que não pode «excluir» uma saída da Grécia da zona euro se Atenas não conseguir gerir os compromissos com os credores internacionais.

Esta manhã, uma sondagem feita aos alemães mostra que a paciência com Atenas está quase a esgotar-se. Apenas 40% dos alemães acredita que a Grécia deveria continuar a fazer parte da zona euro.

Questionado pela estação de televisão pública austríaca ORF sobre a possibilidade de uma saída «desordenada» da Grécia da zona euro, Schauble sublinhou que se trata de uma possibilidade que não pode ser excluída.

«Na medida em que a Grécia é o único responsável pela possibilidade de decidir o que se passa e – como nós não sabemos exatamente o que as autoridades gregas estão a fazer – não podemos excluir a possibilidade» de exclusão, afirmou, mantendo a linha dura de Berlim em relação a Atenas.

«A Europa está prestes a ajudar a Grécia, mas a Grécia deve deixar-se ajudar», sublinhou.


Na quinta-feira à noite, num fórum organizado em Viena, o ministro das Finanças austríaco, Hans Jorg Schelling mostrou-se igualmente preocupado com a possibilidade da saída de Atenas da zona euro, afirmando que a inexperiência política dos novos dirigentes gregos “aumenta o risco da possibilidade de um acidente”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que está hoje reunido em Bruxelas com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, para novas discussões, disse que exclui qualquer tipo de falhas no processo sobre a Grécia, mas lamentou a falta de progressos.

Entretanto foi anunciado que a Grécia pagou hoje 348 milhões de euros ao FMI.