Esta manhã, uma sondagem feita aos alemães mostra que a paciência com Atenas está quase a esgotar-se. Apenas 40% dos alemães acredita que a Grécia deveria continuar a fazer parte da zona euro.

Questionado pela estação de televisão pública austríaca ORF sobre a possibilidade de uma saída «desordenada» da Grécia da zona euro, Schauble sublinhou que se trata de uma possibilidade que não pode ser excluída.

«Na medida em que a Grécia é o único responsável pela possibilidade de decidir o que se passa e – como nós não sabemos exatamente o que as autoridades gregas estão a fazer – não podemos excluir a possibilidade» de exclusão, afirmou, mantendo a linha dura de Berlim em relação a Atenas.

«A Europa está prestes a ajudar a Grécia, mas a Grécia deve deixar-se ajudar», sublinhou.

Na quinta-feira à noite, num fórum organizado em Viena, o ministro das Finanças austríaco, Hans Jorg Schelling mostrou-se igualmente preocupado com a possibilidade da saída de Atenas da zona euro, afirmando que a inexperiência política dos novos dirigentes gregos “aumenta o risco da possibilidade de um acidente”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que está hoje reunido em Bruxelas com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, para novas discussões, disse que exclui qualquer tipo de falhas no processo sobre a Grécia, mas lamentou a falta de progressos.

Entretanto foi anunciado que a Grécia pagou hoje 348 milhões de euros ao FMI.