[Notícia atualizada às 11h41]

A lista de reformas que o governo grego se comprometeu a apresentar às instituições ainda não chegou a Bruxelas.

Esta lista detalhada foi exigida na reunião do Eurogrupo, que decorreu na sexta-feira, para Atenas conseguir obter da Europa o compromisso de estender o financiamento ao país por mais quatro meses. Note-se que as medidas terão ainda de ser aprovada pelos credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

O ministro das Finanças grego, Yanis Varufakis, disse ser «quase certo» que as reformas vão ser aceites por Bruxelas, e que o passo seguinte será dado depois das instituições analisarem o seu conteúdo.

Yanis Varufakis explicou que se a resposta for afirmativa «haverá uma teleconferência com as instituições e, automaticamente, o processo avançará».

Um alto responsável do governo, citado pela AFP, disse domingo que Atenas irá apresentar propostas que levarão a economia grega a lutar «fora de sedação».

«Estamos a compilar uma lista de medidas para tornar mais eficaz a função pública grega e para combater a evasão fiscal», disse o ministro de Estado, Nikos Pappas, ao canal televisivo Mega.

O ministro de Estado, Nikos Pappas, advertiu domingo que algumas reformas que o Governo grego irá apresentar hoje «não são negociáveis» e são uma «questão de soberania nacional».

«O Governo grego vai discutir essas reformas com os parceiros na zona euro, partindo do princípio que há questões de soberania dentro da política interna que não são negociáveis», disse Nikos Pappas ao canal televisivo Mega.

Recorde-se que, na sexta-feira, depois de duas tentativas falhadas, a Grécia chegou a acordo com os parceiros europeus para a extensão do financiamento por mais quatro meses, evitando assim o colapso do sistema bancário.