A Segurança Social apresentou em julho um saldo negativo de 204 milhões de euros «prejudicado pelo pagamento do décimo quarto mês dos pensionistas», segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

De acordo com a análise da UTAO à execução orçamental até julho, a que a Lusa teve hoje acesso, «o saldo da Segurança Social no mês de julho apresentou um défice de 204 milhões de euros. Tal deveu-se ao pagamento do décimo quarto mês dos pensionistas».

No entanto, manteve-se «a tendência de redução da despesa com subsídio de desemprego e apoio ao emprego», destaca a UTAO.

Também em julho «observou-se uma nova aceleração no acréscimo das contribuições e quotizações apesar da restituição, quase integral, da receita das contribuições sobre os subsídios de doença e de desemprego».

Nos primeiros sete meses de 2014, as contribuições e quotizações apresentaram um crescimento homólogo de 3,1% (2,4% no primeiro semestre), registando-se um desvio favorável face ao aumento esperado de 1,2% para o conjunto do ano.

«Este aumento verificou-se apesar da restituição, quase na totalidade, das contribuições sobre os subsídios de doença e de desemprego (39 milhões de euros), em virtude da decisão do Tribunal Constitucional do dia 30 de maio», destacam os técnicos da UTAO.

Por sua vez, a contribuição extraordinária de solidariedade sobre os pensionistas da segurança social resultou numa receita de 122,2 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 51,2%.

Não obstante o saldo negativo verificado no mês passado, entre janeiro e julho a segurança social registou um excedente orçamental de 266 milhões de euros, um valor superior ao verificado no período homólogo de 2013, na ordem dos 172 milhões de euros.

De acordo com a síntese de execução orçamental publicada a 25 de agosto pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), o défice das administrações públicas foi de 5.823,4 milhões de euros até julho deste ano, mais 388,8 milhões do que no período homólogo.

Segundo a DGO, o défice das administrações públicas em contabilidade pública foi de 5.823,4 milhões de euros, quando nos primeiros sete meses de 2013 se fixou nos 5.434,6 milhões.

Em comparação com o primeiro semestre de 2014, quando atingiu os 4.192 milhões de euros, o défice das administrações públicas aumentou 1.631,4 milhões de euros em julho.