A economia portuguesa deverá ter recuado 1,5% em 2013, depois de no último trimestre do ano passado ter crescido 1,3% face a igual período de 2012, segundo as estimativas da Universidade Católica.

A confirmarem-se estas previsões, a economia portuguesa terá recuado menos que a última previsão do Governo que apontava para uma queda da economia de 1,8% em 2013. Já em relação a 2014, tanto a Católica como o Governo apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,8%.

Na folha trimestral de conjuntura, divulgada esta quarta-feira, o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica, estima que o crescimento da economia tenha sido de 0,3% em cadeia e de 1,3% em termos homólogos, «interrompendo 11 trimestres» consecutivos de contração homóloga da economia.

«Este crescimento é suportado por uma recuperação na procura interna, incluindo o investimento, e reflete ainda uma consolidação orçamental em 2013 inferior ao previsto no início do ano», referem os economistas da Católica, antecipando que a taxa de desemprego média em 2013 tenha sido de 16,4%.

Para 2014, o NECEP espera um crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), revendo em alta as suas previsões anteriores que apontavam para uma variação nula da economia, o que decorre da «melhoria transversal de todos os indicadores quantitativos e qualitativos ao longo do segundo semestre do ano».

Considerando que «a dinâmica da economia portuguesa é agora consistente com a recuperação", os investigadores advertem que esta retoma "será, porém, parcialmente travada pelo ajustamento orçamental previsto para 2014».

Quanto a 2015, o NECEP antecipa um crescimento de 1,4%, mas avança com um intervalo de previsão de 0,3% a 2,5%, uma vez que «existem ainda muitas incertezas».

«A situação económica em Portugal nos próximos tempos continuará a estar muito dependente das restrições orçamentais e de financiamento. Neste ano há incerteza associada à conclusão dos primeiros três anos do programa de ajustamento no final do primeiro semestre com consequências a nível da viabilidade do financiamento autónomo do Estado, bem como a nível do custo desse financiamento», considera o NECEP.