O volume de negócios das unidades privadas de saúde em Portugal cresceu 6,7% em 2014, fixando-se nos 1.345 milhões de euros, indica um estudo da Informa D&B divulgado esta quinta-feira.

Segundo o estudo ‘Setores Portugal’ da Informa D&B, as receitas do segmento hospitalar em regime convencionado aumentaram 7,6% em 2014, face aos 16,2% de 2013, para 370 milhões de euros.

Quanto às unidades privadas de saúde com fins lucrativos, a faturação atingiu os 975 milhões de euros, o que representa uma subida de 6,3% face a 2013, ano em que o crescimento tinha sido de 4,6%.

“O volume de negócios agregado das entidades gestoras de unidades privadas de saúde com fins lucrativos manteve uma tendência ascendente nos últimos exercícios, impulsionado pelo desenvolvimento do modelo de gestão privada nos hospitais públicos, pelo recurso às entidades privadas por parte dos serviços públicos de saúde de forma a reduzir as listas de espera, e pelo aumento do número de utentes particulares”, assinala o estudo.


No que se refere ao mercado de seguros de saúde, e “apesar da crise económica, tanto o mercado de seguros de saúde como o de unidades privadas de saúde valorizaram nos últimos cinco anos”.

Em 2014, o mercado dos seguros de saúde registou uma subida face ao ano de 2013. Em 2014, o volume de negócios foi de 589 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,2% face ao ano anterior.

O estudo indica igualmente que os seguros de assistência e mistos representam a maior parte da faturação inerente aos prémios de seguros de saúde, dominando no conjunto 91,3% do mercado total de seguros de saúde no ano passado.

Em abril deste ano havia 45 unidades privadas de saúde com fins lucrativos, num total de 2.937 camas (em média, cada estabelecimento oferece 65 camas).

Lisboa concentra 24,4% das clínicas privadas em atividade, seguida pelo Porto, com 20%, e Braga, com 15,6%.

Relativamente ao número de camas, Lisboa e Porto representam 36,6% e 29% do total, respetivamente.

Na mesma data, registavam-se 25 entidades no mercado de seguros de saúde, algumas de origem portuguesa, outras filiais de empresas de seguros estrangeiras.

A oferta setorial continuará a concentrar-se em grupos de maior dimensão, tanto no setor de unidades privadas de saúde como no de seguros de saúde. A previsão aponta para que nos próximos exercícios tenham lugar novas operações empresariais em ambos os mercados, concluiu o estudo.