O secretário-geral da UGT disse hoje em Bruxelas ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que Portugal «não tem condições de continuar a assumir as fortíssimas penalizações» atuais e que ameaçam agravar-se.

«A UGT veio cá precisamente para sensibilizar o presidente da Comissão Europeia de que os momentos que se aproximam para o país são momentos tremendamente dramáticos, não só pela questão do ato eleitoral do dia 29, que nos preocupa; são as exigências que o FMI vem colocar ao país depois de dois anos de grandes penalizações, de grandes sacrifícios, e com um conjunto de novas exigências dadas hoje a conhecer aos parceiros sociais», disse Carlos Silva à saída da reunião com Durão Barroso.

Indicando que tema principal do encontro com o presidente do executivo comunitário foi «a crise em Portugal», no dia em que os parceiros sociais se reuniram com a troika em Lisboa, o sindicalista disse temer que as penalizações de que o país tem sido alvo sejam «agravadas a partir do próximo ato eleitoral, quando for conhecida na sua plenitude a proposta de Orçamento de Estado para 2014».

O secretário-geral da UGT frisou que é «reconhecida» à central sindical que lidera «uma capacidade de abertura e uma capacidade negocial», mas ao mesmo tempo a UGT «não pode deixar de vislumbrar soluções que correspondam aos direitos e à defesa dos trabalhadores e à manutenção dos direitos adquiridos dos reformados, e, nomeadamente, de uma forma muito particular aos pensionistas da função pública», razão pela qual não pode concordar com muitas medidas reclamadas pela troika.