O preço por hora da mão-de-obra em Portugal aumentou 0,3% no segundo trimestre de 2013, registando contudo uma das subidas mais baixas na União Europeia (UE), a par da Holanda, divulgou o Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas comunitário, que reviu vários dos dados fornecidos no boletim de junho, os custos horários da mão-de-obra na zona euro desaceleraram para 0,9% no segundo trimestre de 2013, face aos 1,7% verificados no primeiro trimestre.

Já na UE, o crescimento anual no segundo trimestre foi igualmente de 0,9%, abaixo dos 2% do trimestre anterior.

Portugal registou um crescimento de 0,3% no custo por hora da mão-de-obra, sendo a par da Holanda o país com valor mais baixo em terreno positivo e situando-se apenas acima da Eslovénia (- 5,9%), Chipre (- 4,6%), Croácia (- 0,6%) e Espanha (- 0,3%).

No caso de Portugal, o Eurostat reviu ainda em alta a quebra nos custos da hora de mão-de-obra no primeiro trimestre deste ano, que passou de -0,3% para -1,9%, escreve a Lusa.

No que diz respeito às atividades sujeitas a regras de mercado (associadas ao setor privado), Portugal registou uma subida de 1,7%, enquanto nas atividades não sujeitas às regras de mercado um decréscimo de - 1,7%.

Portugal observou ainda um aumento nos custos de mão-de-obra na indústria (1%), construção (4,7%) e serviços (1,4%).

Na zona euro, os custos horários da mão-de-obra progrediram no segundo trimestre a uma taxa de 1,8% na indústria, 0,7% na construção, 0,8% nos serviços e 0,3% nas atividades económicas não sujeitas às regras de mercado (associadas ao setor público).

No conjunto dos países da UE, o custo da mão-de-obra aumentou para 1,7% na indústria, 0,4% na construção, 0,9% nos serviços e 0,4% nas atividades não sujeitas às regras de mercado.

Entre os países com dados disponíveis no segundo trimestre, a Estónia (7,7%), a Lituânia (6,5%) e a Roménia (6,0%) verificaram os maiores aumentos do custo de mão-de-obra no conjunto da economia.

O índice de custo da mão-de-obra é um indicador conjuntural da evolução dos custos horários suportados pelos empregadores e é calculado dividindo o custo da mão-de-obra pelo número de horas trabalhadas.