O presidente da Estónia, Toomas Hendrik Ilves, diz que a União Europeia deve repensar o sistema de resgates financeiros e advertiu que alguns países «não podem continuar a pagar voluntariamente a falta de regras de outros».

«Por duas vezes apoiámos [Estónia] resgates a países que são mais ricos que nós e não sei durante quanto tempo isto será sustentável», afirmou o chefe de Estado (social-democrata), antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e eurodeputado, referindo-se implicitamente à Espanha e a Chipre.

O presidente da Estónia falava durante a conferência de imprensa que concluiu a nona reunião do Grupo de Arraiolos, em Cracóvia, na Polónia.

Toomas Hendrik Ilves lembrou, citado pela Lusa, o caso da Eslováquia, que «teve um governo que caiu por apoiar um resgate a um país mais rico, que não cumpriu as regras, que gastou mais do que ganha e pediu emprestado o que não podia pagar».

«Este é um problema crucial que temos de analisar no futuro, porque a solidariedade é fundamental mas os eleitorados, pelo menos em países como o meu, não podem continuar por muito tempo a pagar voluntariamente a falta de regras de outros países», afirmou.

Já o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, exortou a Rússia a não pressionar países do leste como a Ucrânia ou a Moldávia no processo de aproximação à União Europeia.