O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, criticou hoje o primeiro-ministro por «ameaçar» com «um novo resgate», depois do chumbo do Tribunal Constitucional (TC), mas os portugueses, exortou, «não têm que ter medo de resgates».

«Mais fácil é vir ameaçar que vem aí um novo resgate, depois do corte do TC [que chumbou o diploma da mobilidade na função pública]. Os portugueses não têm que ter medo de resgates, nem têm que ter medo do que quer que seja», disse.

O que os portugueses precisam é «de alguém que imprima uma nova dinâmica, um novo rumo, novas oportunidades para que o país cresça», contrapôs o líder da UGT.

Carlos Silva discursava durante um jantar debate na Universidade de Verão do PS, em Évora, tendo aproveitado para abordar as afirmações feitas hoje pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em Bragança.

O Chefe do Governo disse que o Governo iria estudar as objeções levantadas pelo TC relativamente à Lei da Mobilidade dos funcionários públicos e «procurar corrigir os fundamentos da inconstitucionalidade do diploma» decidida pelos juízes.

Passos Coelho disse esperar que o TC não tenha uma visão «demasiado restritiva» que o país não consiga evitar o que classificou do «calvário, que seria para Portugal ter de negociar um segundo programa de apoio, em que as contrapartidas que os financiadores oficiais exigiriam seriam ainda mais difíceis» do que as atuais.

Na Universidade de Verão socialista, Carlos Silva lançou várias críticas ao Governo liderado por Pedro Passos Coelho, frisando que «é mais fácil mandar os trabalhadores portugueses emigrar, fazer perder empregos, reduzir salários, cortar pensões».

«Difícil é governar bem, difícil é ter uma estratégia para o país, difícil é implementar medidas que efetivamente promovam o crescimento e o emprego e permitam que o país olhe para o futuro com confiança», argumentou.