As tarifas transitórias de gás natural vão aumentar em média 2,4% a partir de 1 de julho para os consumidores domésticos, que ainda se encontram na tarifa regulada, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Esta variação média de 2,4% vai repercutir-se num acréscimo de 32 cêntimos por mês numa fatura média de cerca de 14 euros, o que corresponde a um casal sem filhos, e de 56 cêntimos por mês para uma fatura média de cerca de 27 euros, o que corresponde ao consumo médio de um casal com filhos.

Na tarifa social, o aumento será de 1% para os consumidores considerados economicamente vulneráveis, ou seja, de 13 cêntimos numa fatura mensal de 13 euros. A tarifa social não é revista trimestralmente e, como tal, vigorará durante um ano, entre 1 de julho de 2014 e 30 de junho de 2015.

A variação média de 2,4% nas tarifas de gás natural é explicada fundamentalmente por um menor grau de utilização das infraestruturas de alta pressão e de distribuição do gás natural, o que, conjugado com a entrada em exploração de investimentos que foram realizados nestas infraestruturas, contribui fortemente para o aumento nas tarifas do peso dos custos com o acesso às redes.

Além disso, o preço do petróleo, que determina o do gás natural, voltou a subir desde abril de 2013, mantendo-se estabilizado em torno dos 110 dólares o barril, justifica o regulador do mercado.

Ainda assim, a variação tarifária foi minorada pela aplicação às empresas reguladas, por parte da ERSE, de metas de eficiência que geram reduções tarifárias em benefício dos consumidores.

Este aumento das tarifas corresponde à proposta feita pela ERSE ao conselho tarifário em abril e entra em vigor a 1 de julho de 2014, sendo revista trimestralmente (à exceção da tarifa social).

Já as tarifas transitórias de eletricidade para o terceiro trimestre do ano - julho, agosto e setembro - mantêm-se inalteradas para todos os clientes que ainda se encontram na tarifa regulada, ou seja, que ainda não passaram para o mercado liberalizado.