O principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, subiu hoje 2,57% para 7.342,57 pontos, em linha com as congéneres europeias, com os títulos da ZON e do BPI a liderarem os ganhos com crescimentos superiores a 5%.

Entre as 20 cotadas que integram o PSI20, 17 encerraram em terreno positivo e apenas três desvalorizaram.

As ações da ZON lideram os ganhos da sessão, ao terem avançado 6% para 5,19 euros.

O setor financeiro também contribui para o bom desempenho da praça portuguesa: o BPI subiu 5,45% para 1,93 euros, o BES valorizou 5,35% para 1,26 euros e o BCP apreciou 4,07% para 0,21 euros.

Pela negativa, destaque para os títulos do Espírito Santo Financial Group, que perdeu 2,01% para 3,16 euros, ao passo que o Banif cedeu 5,5% para 0,01 euros.

Entre os 'pesos pesados', a Portugal Telecom desvalorizou 2,34% para 3 euros.

Ao contrário, a EDP valorizou 2,25% para 3,32 euros, a Galp apreciou 0,8% para 12,56 euros e o grupo Jerónimo Martins avançou 0,16% para 12,75 euros.

A Sonae subiu 2,88% para 1,32 euros, a EDP Renováveis ganhou 3,38% para 4,70 euros e a Impresa apreciou 3,68% para 1,88 euros. A Altri avançou 3,77% para 2,39 euros.

No setor da construção, as ações da Mota Engil e da Teixeira Duarte também tiverem um desempenho positivo na sessão e subiram 4,29% e 4,72% para 5,25 euros e 1,11 euros, respetivamente.

Portucel, CTT e REN também oscilaram com ganhos entre os 1,43% e os 0,88%.

Portugal colocou hoje 925 milhões de euros em Bilhetes de Tesouro (BT) a 12 meses à taxa de 0,597%, inferior à de 0,602% paga no anterior leilão para esta maturidade, foi anunciado, o que poderá ter transmitido confiança aos investidores.

Também hoje, a Universidade Católica melhorou as previsões para o crescimento económico em 2014, dos 0,8% para os 1,4%, mas alertou para uma eventual "sobre reação no curto prazo" e para os desafios orçamentais persistentes, numa altura de "grande desgaste das autoridades".

Na Europa, Madrid (IBEX) avançou 1,63%, Frankfurt (DAX) ganhou 1,57% e Paris (CAC) subiu 1,39%, no dia em que os dados económicos publicados sobre a economia chinesa, bem como os resultados reportados por algumas empresas, favoreceram o otimismo dos investidores permitindo uma inversão dos mercados após as recentes perdas.

De salientar também o valor hoje conhecido da taxa de inflação na zona euro que se fixou em 0,9% em março, abaixo dos 1% previstos.