Os juízes do Tribunal Constitucional vão ler o acórdão relativo à requalificação dos funcionários públicos esta quinta-feira às 18:00.

Foi o Presidente da República que fez o pedido de fiscalização do diploma.

Em causa está o diploma 177.º/XXII, da Assembleia da República, e a «fiscalização abstrata preventiva» de «normas», formulada pelo Presidente da República, cuja apreciacão será anunciada «ainda hoje, a partir das 18:00, altura em que haverá uma leitura da decisão», no Palácio Raton.

A proposta do Governo foi aprovada no parlamento a 29 de julho, tendo depois seguido para Belém para ser analisada por Cavaco Silva.

Ao abrigo da nova lei, o Governo impõe um novo regime de mobilidade especial que prevê um período máximo de 12 meses. Terminado este período, os trabalhadores poderão optar por ficar em lista de espera para uma eventual colocação, mas sem receberem qualquer rendimento, ou optar pela cessação do contrato de trabalho sendo que, neste caso, terão direito à atribuição do subsídio de desemprego.

Quanto à remuneração durante este processo, estabelece a proposta do executivo que o trabalhador receba o equivalente a dois terços, 66,7% nos primeiros seis meses e a metade enquanto permanecer nessa situação, incidindo sobre a remuneração base mensal referente à categoria, escalão, índice ou posição e nível remuneratórios, detidos à data da colocação em situação de requalificação.

As propostas de lei sobre o sistema de requalificação dos funcionários públicos e de aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais foram consideradas inconstitucionais pelos sindicatos da função pública.