O banco JP Morgan acredita que Portugal vai avançar com uma emissão de dívida já em janeiro.

O banco estima ser «possível» que Portugal aceda em pleno aos mercados em 2014.

Um relatório do banco, assinado pelos analistas Aditya Chordia e Gianluca Salford e que o «Diário Económico» (DE) menciona, prevê que Portugal vá aos mercados angariar três mil milhões de euros no primeiro trimestre. Ao todo e durante o ano de 2014, a instituição bancária admite que Portugal realize operações nos mercados de dívida de médio e longo prazo que rendam oito mil milhões de euros.

O calendário passa depois por novas emissões no terceiro trimestre, no valor de quatro mil milhões, e outros mil milhões no último trimestre.

«O financiamento de entidades oficiais a Portugal ainda não terminou, mas o governo referiu que tem a intenção de ir ao mercado no início deste ano numa tentativa de sair do programa de resgate sem apoio adicional», cita o DE.

Se as previsões da JP Morgan baterem certo, tal significa que o objetivo do IGCP. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública colocou como meta a emissão de obrigações do Tesouro num montante de sete mil milhões em 2014. Ora, a JP Morgan espera que Portugal coloque oito milhões, como acrescenta o «Negócios».

Há um ano, o Estado conseguiu fazer uma emissão a cinco anos, a um juro de 4,8%, acima do valor que se transaciona no mercado secundário e que serve de indicador ao mercado primário.