No balanço da conclusão da 11ª avaliação da troika a Portugal, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, sublinhou que Portugal «foi capaz de cumprir as suas obrigações» e, por isso, vai reaver a autonomia que lhe falta.

Portas volta a apelar a consenso e compromisso político pós-troika

Na comissão parlamentar que está a analisar

as conclusões e medidas da 11ª avaliação, o governante, respondendo ao PS, adiantou que a consolidação num ambiente de crescimento é «mais gerível, sob todos os pontos de vista», mas admitiu que «ainda existe um problema, mas está a ser progressivamente controlado».

Paulo Portas não quis comentar a questão dos salários, cujo tema é abordado no relatório do FMI sobre a 11ª avaliação a Portugal.

Segundo o governante, «estando no Tribunal Constitucional matérias de salários, será incoveniente fazer qualquer comentário em relação a essa matéria».

Relativamente à Contribuição Extraordinária de Solidariedade, Portas defendeu que não se deve confundir aquilo que é encontrar uma medida que substitua a CES, que é extraordinária, com uma atualização anual para o futuro das pensões. «Porque aí o crescimento e inflação fazem parte das fórmulas. Não há nessa matéria nenhuma inovação essencial, aguardemos pelo resultado do grupo de trabalho», afirmou.