O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional garante que «o Governo tem feito tudo para colocar Portugal na posição em que se encontra neste momento de não necessitar de um segundo resgate económico-financeiro».

«Para isso, é fundamental continuarmos a assumir um compromisso forte com as obrigações que temos no contexto de assistência económico-financeira», disse Miguel Poiares Maduro, à margem do seminário sobre «Fundos Comunitários e União Bancária», organizado pela Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo (FENACAM).

Na relação com os credores internacionais, o Governo «tem que fazer um equilíbrio, por vezes difícil, entre a necessidade de negociar de forma forte e efetiva aquilo que considera ser os interesses de Portugal e, ao mesmo tempo, tornar isso claro aos portugueses».

Recorde-se4 que nos últimos dias várias vozes têm criticado a atitude da troika na oitava e nona avaliações do programa, que estão a decorrer, por recusar rever a meta de défice para Portugal em 2014. Entre as vozes críticas estiveram os dois partidos da maioria parlamentar que suporta o Governo (PSD e CDS-PP) e até alguns membros do Executivo, como o ministro da Economia,Pires de Lima, que criticou o Fundo Monetário Internacional (FMI) por não fazer corresponder ao discurso que assumiu num relatório, em que pedia respeito pelos «limites de velocidade» no ajustamento das economias, à prática das políticas que impõem.

«A nossa credibilidade em termos externos exige que essa negociação seja feita com prudência, sobretudo, muitas vezes, que seja feita no plano interno das negociações com a própria troika. E é esse equilíbrio que temos vindo a procurar fazer», disse Miguel Poiares Maduro.

«Aquilo que o Governo tem feito é assumir um compromisso forte» no sentido de manter a confiança dos credores internacionais, ao mesmo tempo que «procura desenhar as políticas necessárias a esse compromisso, de forma a repartir os sacrifícios que essas políticas impõem na maneira mais equitativa possível entre os portugueses», afirmou.

O ministro sublinhou finalmente que há hoje «sinais claros de que essas políticas estão a funcionar» e de que «estão a promover uma viragem do ciclo económico».

«Temos de continuar a prosseguir essas políticas, não apenas para garantir a credibilidade internacional de que necessitamos, mas igualmente para sustentar o caminho de viragem económica que se iniciou recentemente», concluiu.