O vice-primeiro-ministro e a ministra das Finanças iniciaram hoje, em Bruxelas, uma série de encontros com responsáveis das três entidades que formam a troika, mas Paulo Portas escusou-se a avançar detalhes da reunião com o presidente da Comissão Europeia.

À saída do encontro com José Manuel Durão Barroso, ao final da tarde, Paulo Portas, recordando que as 8.ª e 9.ª missões regulares de acompanhamento do programa de assistência a Portugal terão início este mês, limitou-se a referir que «o cumprimento do programa de assistência é importante para recuperar a autonomia de Portugal, e é natural que o Governo tenha estas discussões preliminares com as entidades da troika».

«Começámos pela Comissão, iremos ao BCE (Banco Central Europeu) e depois ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Obviamente, não entrarei em detalhes», disse, abandonando de seguida a sede do executivo comunitário, acompanhado pela ministra Maria Luís Albuquerque, para rumar a Frankfurt, Alemanha.

Segundo fonte comunitária, o encontro, que se prolongou por mais de uma hora, serviu para discutir a atual situação económica de Portugal e a implementação do programa de ajustamento.

Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, os dois membros do Governo agora responsáveis pelas relações com a troika, iniciaram hoje, em Bruxelas, uma série de encontros com responsáveis da Comissão Europeia, BCE e FMI, tendo na capital belga sido igualmente recebidos, ao início da tarde, pelo comissário dos Assuntos Económicos, numa reunião após a qual também não houve declarações.

O vice-primeiro-ministro e a ministra das Finanças deslocam-se de seguida às outras cidades-sede das restantes instituições da troika (Frankfurt, sede do BCE, na quarta-feira; e Washington, sede do FMI, na quinta), acompanhados do secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, e do secretário de Estado Adjunto do Vice-Primeiro-Ministro, Miguel Morais Leitão, em vésperas do início da próxima missão, que decorrerá em Portugal a partir de 16 de setembro.