O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou numa entrevista publicada este domingo num jornal grego que «os recentes resultados económicos da Grécia mostram que o caminho seguido estava certo» e que não havia «uma solução mais fácil».

«O desemprego na Grécia não é o resultado da política europeia. Essa afirmação é um engano», disse o ministro alemão ao jornal Kathimerini, que o questionou sobre as alternativas às reformas drásticas exigidas pelos credores da Grécia, país que está sob assistência financeira internacional desde 2010.

«E não vale a pena ouvir os que dizem que havia uma solução mais fácil», acrescentou Schäuble.

Quatro anos depois, a Grécia afirma-se agora preparada para voltar a financiar-se a longo prazo nos mercados internacionais e prevê um ligeiro crescimento de 0,6% para 2014.

O país viveu seis anos de recessão que levaram a uma perda de 25% do Produto Interno Bruto e atingiu fortemente o nível de vida da população, com o desemprego a disparar para 27,5%.

Segundo o ministro alemão, «parece que as finanças públicas estão melhor do que o previsto no programa» (de ajustamento) e que «a consolidação tem sido mais rápida e melhor», o que o leva a recusar pronunciar-se sobre a necessidade de um terceiro resgate ao país.

«De qualquer forma o montante seria muito menor do que os dois anteriores» e os sacrifícios associados «mais leves», indicou.

Há menos de um ano, Schäuble deu como evidente a necessidade de a Grécia ter um novo resgate, depois dos dois empréstimos que lhe foram concedidos pela troika constituída por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de um rigoroso programa de austeridade.

Em junho de 2013, o FMI já admitiu alguns erros no primeiro programa de assistência à Grécia (2010-2012).